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1. O que é Projeto Amazônia?
É um projeto missionário da Renovação Carismática Católica do Brasil, cujo objetivo é, a partir da sua identidade, colaborar com as Igrejas da Amazônia, respeitando e interagindo com seu povo, sua cultura e sua história, para que, em Jesus, todas as pessoas tenham as condições necessárias ao seu pleno desenvolvimento, ou seja, tenham vida e vida em abundância.
2. Por que um projeto missionário para a Amazônia?
Há alguns anos a RCC busca vivenciar de uma maneira mais concreta a dimensão missionária de Pentecostes.
Neste contexto, o Projeto Amazônia é uma resposta da RCC à ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo aos seus discípulos para evangelizar, na força do Espírito, formando discípulos dele em todo o mundo.
Também consiste numa resposta de amor à voz da Igreja do Brasil e aos clamores dos nossos irmãos e irmãs amazônidas que nos convidam para o grande “Mutirão pela Amazônia”.
O Mutirão é uma iniciativa da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, que visa sensibilizar todos os brasileiros frente à complexa realidade amazônica, despertando-lhes o espírito missionário.
A palavra mutirão é muito significativa, pois implica na soma de todos os esforços, iniciativas e parcerias em favor da Amazônia, através de ações em redes, constituindo núcleos de integração e articulação.
Como expressão de Igreja, a RCC, na pessoa do presidente do Conselho Nacional, Marcos Volcan, em conversa com Dom Jayme Henrique Chemello, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, colocou-se à disposição para contribuir com este mutirão missionário. Uma primeira proposta de trabalho foi apresentada no III ENP (Encontro Nacional de Profissionais), com a presença de Dom Jayme H. Chemello, resultando, posteriormente, na formação de uma equipe multidisciplinar e interestadual para auxiliar na confecção e execução do projeto.
Durante a reunião do Conselho Nacional da RCC, em janeiro de 2007, o projeto foi apresentado e debatido com os coordenadores estaduais da RCC dos Estados do Amapá, Acre, Rondônia, Tocantins, Roraima e Pará. Todos se mostraram extremamente receptivos e, por unanimidade, foi indicada a Ilha do Marajó como local para o início das atividades missionárias.
3- Como será a missão? O que se pretende?
A missão já começou, tornando-se concreta através do envolvimento de muitas pessoas que vêm contribuindo com o Projeto Amazônia através da estruturação do projeto piloto, do processo de seleção e formação dos missionários, do contato institucional com diferentes órgãos, na arrecadação de verbas para a implementação do projeto, dos estudos logísticos, bem como, em intensa oração.
No entanto, a instalação da base de missão, em Breves, na Ilha do Marajó/ Pará, ocorrerá no primeiro semestre de 2008.
Nesta primeira etapa, uma pequena equipe de missionárias e missionários será enviada ao local da missão, e lá deverá permanecer por, no mínimo, seis meses.
Em sintonia com as diretrizes da Igreja local, pretende-se desenvolver atividades relacionadas às quatro dimensões da ação evangelizadora: Serviço, Diálogo, Anúncio e Testemunho de Comunhão.
Isto implica que, no ambiente da missão, o missionário ou missionária “deverá, em primeiro lugar buscar reconhecer seus valores e se fazer acolher, mostrando a disposição ao serviço e à solidariedade para com aquela cultura e aquele povo. Isso já é um sinal do Cristo que vem “não para ser servido” mas para servir e dar a sua vida. À medida que o evangelizador ou evangelizadora se inserir numa cultura ou numa comunidade humana, comunicar-se-á com ela e iniciará um diálogo, para refletir com os outros sobre o sentido da vida, a fé em Deus, a oração, o motivo da missão. Esse diálogo tornará possível um anúncio do Evangelho que possa ser retamente entendido e acolhido, suscitando a fé e Cristo. Unida pela fé, nascerá uma nova comunidade cristã chamada a dar testemunho dos valores em que crê, celebra e vive na fraternidade e na fidelidade ao Evangelho” (CNBB, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil: 2003 -2006, Doc. 71, n. 15).
Em termos concretos isso pode ser traduzido em:
catequese, capacitação de lideranças, encontros, grupos e experiências de oração, visitas familiares, fóruns de discussões, mobilizações, entre outros. Além de trabalhos específicos relacionados à qualificação profissional dos missionários e missionárias, ou seja, trabalhos na área de educação, saúde, defesa dos direitos, políticas públicas, desenvolvimento sustentável, etc.
4. Quem poderá participar do Projeto Amazônia, missão Marajó?
É importante ressaltar que, embora, inicialmente, apenas um pequeno número de missionários (as) seja enviado em missão à Marajó, para permanecer na base missionária, o convite à participação no Projeto Amazônia é estendido a todos aqueles que se sintam chamados à missão além fronteiras e tenham atingido a maioridade.
Aqueles que se sentirem chamados a se dedicarem integralmente às atividades missionárias, se selecionados, participarão de um processo de formação à distância, com duração de, aproximadamente, sete meses e ao final, poderão ser convidados a irem em missão à Breves.
Vale ressaltar que, caso os participantes do processo de formação não sejam enviados à Breves, estes poderão receber novos convites para desenvolverem atividades missionárias em outros locais, ou na própria sede em Breves, nos próximos anos, conforme a necessidade da Igreja.
Mesmo pessoas que possuam pouca disponibilidade de tempo, como por exemplo, o período de férias, poderão se inscrever para participarem da Missão e, se selecionados, deverão participar dos REFORMIS (Retiros de Formação Missionária).
Esta modalidade de participação é possível tendo em vista que, os missionários selecionados para implementar o projeto piloto na sede de Breves desenvolverão projetos secundários. Desta forma, de acordo com a demanda local, necessitarão de diferentes pessoas empenhadas em contribuir com a aquela comunidade, especialmente na prestação de serviços na área social, educacional e da saúde.
4.1 Onde se dará a missão?
A base da missão será na cidade de Breves, localizada na Prelazia de Marajó, Estado do Pará.
5. Qual o perfil pretendido para os missionários? Como será o processo de seleção?
Para a participação no Projeto Amazônia, pretende-se que o missionário ou missionária seja uma pessoa que:
- Vivenciou um encontro pessoal com Cristo e viva sob o seu Senhorio, demonstrando diariamente a capacidade de unir fé e vida, na busca pela santidade.
- Viva o batismo no Espírito Santo e suas consequências (frutos e carismas).
- Possua firme embasamento sobre a doutrina da Igreja.
- Seja capaz de se relacionar bem consigo mesmo e com os outros, especialmente, com quem pensa e vive diferente dele.
- Esteja aberto ao convívio com diferentes culturas e modos de ser Igreja.
- Tenha vida sacramental e de oração pessoal.
- Participe de um Grupo de Oração.
- Possua disponibilidade para permanecer, no mínimo, 6 meses na missão.
- Possua condições adequadas de saúde.
Os interessados deverão fazer o download da ficha de inscrição, preenchê-la e remetê-la à Comissão Executiva, para análise e seleção. Os selecionados serão encaminhados à um processo de formação missionária à distância, composta de três encontros presenciais.
5. Como contribuir com a missão?
Mesmo à distância, todos podem colaborar com a missão através da oração, do apoio material e na assessoria aos missionários, no estímulo às vocações missionárias, entre outras.
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